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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Inverno é = a doenças respiratórias?

Hoje, o dia amanheceu quente e lindo. Num repente o sol foi embora, ficou úmido e frio... me lembrei do Sul e me dei conta de que estamos nos últimos dias do outono.

Como o meu nariz e o da Laura já deram sinais de que temos que nos prevenir. Achei que seria interessante conversarmos sobre o tema: doenças infantis no inverno.

Segundo a Dra. Ana Claudia , "entre os meses de Maio a Setembro, os prontos-socorros e clínicas pediátricos estão cheios. Isso porque esta é a época do ano onde bebês e crianças adquirem mais facilmente doenças respiratórias, as quais fazem parte de 70% de atendimentos nos hospitais infantis.

Em bebês, as mais comuns são a Bronquiolite Viral, as crises de Broncoespasmos e as Broncopneumonias. Em crianças maiores, as mais comuns são a pneumonia, asma e sinusite.



A Bronquiolite viral é uma infecção das vias aéreas inferiores (bronquíolos), causada pelo Vírus Sincicial Respiratório, que nada mais é do que o mesmo vírus que causa gripe nos adultos, porém em bebês, é muito mais forte, devido ao tamanho do sistema respiratório que é muito menor, e também pelo fato do bebê ter menos agentes de defesa no organismo. Sinais e sintomas: coriza (nariz escorrendo), chiado no peito, falta de ar e desconforto ao respirar (ao observar a barriga do bebê podemos ver um aumento no espaço entre a barriga e as costelas quando o bebê respira), perda de apetite, febre, secreção que varia de clara a esbranquiçada e bem espessa, grossa. Contágio: na maioria dos casos o contágio ocorre através do contato com adultos gripados ou com crianças já contaminadas pelo vírus. Casas com pouca ventilação e úmidas, pais fumantes e desnutrição também podem agravar os sintomas.


O Broncoespasmo (BE) nada mais é do que uma resposta inflamatória dos brônquios diante de uma alergia, ou até mesmo de outra doença respiratória, como o bronquiolite, por exemplo. Os brônquios se contraem, se fecham, e fica difícil para a criança respirar. O peito apresenta chiado e a criança fica com o aspecto de cansada, devido a grande força que faz para respirar. As causas mais comuns são alergia, presença de um vírus, bactéria, ou corpo estranho nas vias aéreas, fumaça de cigarro e poluição. Uma criança com crises frequentes de BE deve procurar um médico pediatra ou pneumologista para investigação. Em crianças maiores, o BE ocorre junto à asma, pelos mesmos motivos e também pelo excesso de atividade física.


Portanto vale lembrar: procure evitar a exposição de bebês e crianças à lugares que possuam muitas pessoas e que não possuam ventilação, evite o contato com o bebê caso esteja gripado(a), cuidado com o posicionamento do bebê após as mamadas (sempre deixá-lo inclinado ou sentado pelo menos 30 minutos), evite fumar perto de seu filho(a), assim como a exposição a poluição e produtos tóxicos, e caso apareça algum sintoma, procure o pediatra rapidamente e também um fisioterapeuta. A fisioterapia respiratória é indispensável, pois realizará técnicas (de acordo com a idade da criança) que auxiliam no descolamento e deslocamento do catarro facilitando a saída dele, melhorando a respiração, retirando toda secreção, devolvendo à criança a vontade de comer, de brincar, o sono tranquilo e a saúde novamente."

Outra dica, do tempo da minha avó, que sigo á risca: em dias de sol, ventile bem a casa; procure mantê-la livre de poeira, mofo e umidade. Eu costumo usar álcool para limpar móveis, armários, e bichos de pelúcia. Sempre coloco travesseiros, cobertores e casacos pesados para tomar sol. Os narizes e a saúde da família agradecem ;o) BJKS


Dra. Ana Claudia Affonso - Colunista do Guia do Bebê
Fisioterapeuta Pediátrica
Texto publicado no Guia do Bebê UOL